Fundador da Mt. Gox tem pena reduzida no Japão e se livra de ir para prisão
Mark Karpelès, Ex-CEO da Mt. Gox

O ex-diretor executivo da falida exchange de bitcoin Mt.Gox, Mark Karpeles, acusado apropriação indevida de fundos de clientes, pode ser condenado a 10 anos de prisão.

De acordo com a mídia local Mainichi, os Promotores não têm medido esforços junto ao Tribunal Distrital de Tóquio para que sua sentença tenha o seguinte desfecho.

Publicidade

Karpeles teria transferido 341 milhões de ienes (cerca de R$ 12 milhões) da exchange para sua conta pessoal entre setembro e dezembro de 2013.

Após isso, ele supostamente construiu um saldo dentro da própria Mt.Gox — que já foi a maior bolsa de bitcoin do mundo.

Segundo investigações, o acusado teria usado, então, o montante desviado para investir em negócios próprios na área de softwares.

O ex-CEO também é acusado de manipular os dados Mt.Gox, causando sensação de desconfiança no bitcoin nos clientes e investidores.

Em julho de 2017, Karpeles se declarou inocente no tribunal às acusações de peculato e manipulação de dados. “Juro por Deus que não sou culpado”, disse.

Publicidade

Em abril deste ano, ele pediu desculpas pela falência da empresa, declarando que nunca imaginava que tudo acabaria daquela maneira.

“Estou arrependido de tudo que aconteceu”.

A Mt.Gox entrou oficialmente em processo de falência em abril de 2014 após alegar ter sido hackeada em 850.000 bitcoins. Parte disso foi localizado posteriormente.

Desde então, o caso segue ainda sem um desfecho. Em julho de 2018, os credores tiveram uma vitória quando o Tribunal emitiu uma ordem aprovando uma petição para iniciar programa de recuperação.

A ação, contudo, envolvia apenas clientes individuais. Corporações que tinham contas na exchange deveriam aguardar para terem seus criptoativos devolvidos.

Publicidade

Segundo o relatório, a Mt. Gox não seria capaz de devolver os BTCs dos acionistas, pois primeiramente seriam ressarcidos os credores comuns.

Conforme publicação da Coindesk nesta quarta-feira (12), no mês passado, Nobuaki Kobayashi — administrador nomeado pelo governo japonês para conduzir a exchange — tentou  estender o prazo para a apresentação de pedidos de reabilitação civil.

O início da queda da Mt.Gox

Em fevereiro de 2014, a Mt.Gox fechou repentinamente todas as transações, causando pânico entre seus clientes em todo o mundo.

Em seguida, anunciou sua insolvência alegando ter perdido cerca de 850.000 bitcoins em um ataque hacker.

Em junho deste ano, o tribunal de Tóquio emitiu uma ordem para iniciar um processo de reabilitação civil para a MtGox, suspendendo o processo de falência.

A empresa deve iniciar o ressarcimentos dos credores com Bitcoin, Bitcoin Cash e dinheiro, previstos para ter início no próximo verão japonês, em 2019.

Publicidade

BitcoinTrade

Baixe agora o aplicativo da melhor plataforma de criptomoedas do Brasil Cadastre-se e confira todas as novidades da ferramenta, acesse: www.bitcointrade.com.br

VOCÊ PODE GOSTAR
moedas de Bitcoin, Solana e Ethereum emparelhadas - ao fundo gráfico de mercado

Semana cripto: Bitcoin salta com decisão do Fed, Trump lança projeto DeFi e Hamster Kombat entra na 2ª temporada

Foi uma semana incrivelmente movimentada em cripto, com Bitcoin e altcoins importantes em alta
Análise: Bitcoins minerados em 2009 provavelmente não são de Satoshi Nakamoto

Carteiras de Bitcoin da ‘era Satoshi’ movimentam R$ 86 milhões após 15 anos

Dados de blockchain mostram que os 250 BTCs movidos nesta sexta-feira foram recebidos como recompensa de mineração em 2009
ilustração de homem surpreso e feliz com computador e simbolos de dinheiro

Investidor transforma R$ 1 milhão em R$ 430 milhões ao segurar Bitcoin por 10 anos

O montante de 1220 BTC começou a ser movimentado na terça-feira (24), com 5 bitcoins indo para a Kraken
Pai Rico Pai Pobre Robert Kiyosaki posa para foto

Aposentados voltam a trabalhar por não terem poupado em ativos reais como ouro e Bitcoin, diz Pai Rico

Robert Kiyosaki afirmou que os baby boomers americanos que fizeram seu pé-de-meia em dólar investiram em “dinheiro falso”