Bitcoin hoje: BTC estaciona em US$ 87 mil e stablecoins sinalizam fuga de capital

Principais stablecoins perderam US$ 2,2 bilhões em 10 dias, indicando que investidores estão sacando em vez de esperar para comprar na baixa

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Foto: Shutterstock

A oferta de stablecoins continuou a diminuir na última semana, coincidindo com a queda prolongada do Bitcoin que começou há duas semanas.

Segundo a plataforma de análise on-chain Santiment, a capitalização de mercado combinada das 12 maiores stablecoins encolheu cerca de US$ 2,24 bilhões nos últimos 10 dias. Esse fluxo de saída acompanhou a queda do Bitcoin de US$ 95.000 para US$ 87 mil, de acordo com dados do CoinGecko.

Nesta terça-feira (27), o Bitcoin opera lateralizado, cotado a US$ 87.901, enquanto acumula queda de 3,6% na semana. Em reais, a criptomoeda é negociada a R$ 464.385, segundo dados do Portal do Bitcoin.

“Normalmente, quando traders vendem Bitcoin ou altcoins, esse dinheiro permanece em cripto como stablecoins. Uma queda na capitalização das stablecoins mostra que muitos investidores estão sacando para moeda fiduciária em vez de se preparar para comprar na baixa”, afirmou a Santiment.

A saída de capital também é visível nos mercados de derivativos, já que o interesse aberto agregado do Bitcoin — o número total de posições em aberto — tem se mantido entre 245.000 e 267.000 BTC há semanas, segundo dados da Velo.

O que está impulsionando a saída de capital?

Dois fatores principais estão em jogo: o histórico do Bitcoin durante períodos de estresse macroeconômico e a busca clássica por um porto seguro mais estabelecido, o ouro.

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O comportamento baixista do Bitcoin durante períodos de incerteza macroeconômica é um padrão bem documentado, segundo Jordan Jefferson, fundador da camada de aplicativos da Dogecoin, DogeOS, em entrevista anterior ao Decrypt.

A atual tendência de baixa desde a máxima histórica de outubro, impulsionada por mudanças geopolíticas e incertezas em políticas públicas, é “consistente com esse padrão”, afirmou ele.

“O ouro é respaldado por milhares de anos de credibilidade e baixa volatilidade”, disse Tim Sun, pesquisador sênior do HashKey Group. Sua trajetória constante até um novo recorde de US$ 5.100 por onça nesta semana reforça essa vantagem.

O Bitcoin, por outro lado, permanece de lado.

“A alta volatilidade dificulta absorver uma demanda tão grande por porto seguro”, afirmou Sun. A base de investidores do ativo agrava o problema, já que a riqueza global está concentrada em pessoas com mais de 50 anos, cujo vínculo de confiança com o ouro foi validado ao longo de diversas crises.

Para esse público, segundo Sun, o Bitcoin “ainda pode ser visto como um ativo tecnológico de alto risco ou um jogo para as gerações mais jovens”.

* Traduzido e editado com autorização do Decrypt.

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