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ETFs de Bitcoin captam R$ 2,9 bilhões e encerram sequência de saídas

Entradas nos ETFs de Bitcoin encerram sequência de resgates e sinalizam retorno gradual do apetite institucional, mesmo com o BTC em queda

moedas de bitcoin e letras ETF
Shutterstock

Os ETFs de Bitcoin à vista nos Estados Unidos voltaram a atrair dinheiro em peso na segunda-feira (2), com entradas líquidas de US$ 561,9 milhões (R$ 2,9 bilhões). Dessa forma, o ativo encerrou uma sequência de quatro pregões de resgates e marcou o dia mais forte de captação desde meados de janeiro.

O movimento veio mesmo com o mercado ainda sob forte volatilidade. O Bitcoin chegou a cair para perto de US$ 75 mil durante o dia, antes de reagir e terminar a sessão de ontem ao redor de US$ 78,5 mil, ainda abaixo dos níveis anteriores à última onda de vendas.

A liderança da captação ficou com a Fidelity, cujo FBTC recebeu US$ 153,4 milhões, seguida pela BlackRock, com US$ 142 milhões no IBIT, segundo dados da SoSoValue. Também tiveram destaque o fundo da Bitwise, com US$ 96,5 milhões, além de entradas em produtos da Grayscale, Ark Invest, VanEck, Invesco e WisdomTree.

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Ao site The Block, Vincent Liu, CIO da Kronos Research, afirmou que a volta do fluxo sugere “convicção renovada” entre grandes alocadores, que estariam usando os ETFs regulados para aumentar exposição em meio a mudanças de posicionamento macro, rebalanceamentos de portfólio ou antecipação de catalisadores. Na avaliação dele, se o padrão persistir, a compra via ETFs pode apertar a oferta líquida disponível no curto prazo e dar sustentação ao preço.

A retomada ocorre após um período de enfraquecimento do apetite por risco. Os ETFs de Bitcoin vinham de duas semanas consecutivas de saída líquida, com resgates de US$ 1,49 bilhão na semana passada e de US$ 1,33 bilhão na anterior.

Tim Sun, pesquisador sênior do HashKey Group, atribuiu parte desse movimento anterior à redução de oportunidades de arbitragem, depois que os spreads entre os ETFs à vista e os futuros de Bitcoin se estreitaram rapidamente, diminuindo o retorno dessas estratégias e levando a uma saída gradual do capital associado. Além disso, a piora do sentimento de risco teria incentivado gestores a reduzir exposição.

Agora, com o Bitcoin testando o “fundo” duas vezes em pouco tempo e perdendo uma faixa anterior de consolidação, Sun avalia que o mercado pode ter precificado parte do cenário mais pessimista, o que abre espaço para que investidores de médio e longo prazo considerem os níveis atuais mais atrativos para recomposição. Ele ressalva, porém, que o fluxo de segunda-feira aponta mais para uma recuperação em etapas do que para a confirmação de uma nova tendência de alta.

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Enquanto isso, o quadro não se repetiu no Ethereum. Os ETFs à vista de ETH registraram saída líquida de US$ 2,86 milhões na segunda-feira, após um dia anterior de resgates mais intensos (US$ 252,87 milhões), indicando que a rotação de curto prazo segue mais concentrada no Bitcoin.

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