O preço do Bitcoin se estabilizou na faixa dos US$ 83 mil nesta manhã de sábado (31), oscilando entre US$ 82,7 mil e US$ 83,1, após passar por uma mínima momentânea de US$ 81,9 mil na tarde da sexta-feira (30). Enquanto isso, dentre as maiores liquidações no mercado de criptomoedas estão o Ethereum e os contratos tokenizados de prata.
De acordo com dados compilados pela CoinGlass, um total de 145.989 traders tiveram suas posições liquidadas nas últimas 24 horas, resultando em perdas de aproximadamente US$ 594,4 milhões. O movimento foi impulsionado principalmente pela forte queda de cerca de 35% no preço da prata, que acabou se refletindo de forma intensa nos produtos tokenizados lastreados no metal precioso.
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Os contratos tokenizados de prata lideraram momentaneamente as liquidações do mercado cripto, somando cerca de US$ 142 milhões em posições encerradas à força, antes desse número cair para US$ 70 milhões nesta manhã de sábado.
Na sequência apareceu o Ethereum, com quase US$ 139 milhões em liquidações, aumentando em seguida para US$ 229 milhões. Enquanto o Bitcoin registrou aproximadamente US$ 82 milhões, invertendo mais tarde para US$ 95 milhões, um desempenho relativamente mais resiliente diante do choque observado. O ETH é negociado em US$ 2.623 eo BTC em US$ 82.615 no momento da publicação.
A maior ordem de liquidação individual do período ocorreu na plataforma Hyperliquid, onde uma posição alavancada no par XYZ:SILVER-USD, avaliada em US$ 18,1 milhões, foi liquidada devido à intensa volatilidade dos preços. O episódio marca um momento incomum para o mercado, já que normalmente Bitcoin e Ethereum concentram a maior parte das liquidações.
A pressão sobre a prata ocorre após uma valorização expressiva no início do mês dar lugar a uma correção acentuada. Apurou o CoinDesk. Dados divulgados pelo governo dos Estados Unidos mostram que fundos de hedge e grandes especuladores reduziram suas posições compradas no metal ao menor nível em 23 meses, com queda de 36% na exposição líquida.
O cenário foi agravado pelo anúncio do CME Group, que informou o aumento das exigências de margem para contratos futuros de ouro e prata a partir de segunda-feira, com elevação de até 50% para alguns contratos. Margens mais altas tendem a forçar o fechamento de posições alavancadas, intensificando movimentos de curto prazo.
Apesar da turbulência, o fato de o Bitcoin aparecer mais abaixo no ranking de liquidações chama a atenção e reforça como as plataformas cripto vêm sendo usadas, cada vez mais, para estratégias macroeconômicas envolvendo não apenas criptomoedas, mas também commodities tradicionais.
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