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Presidente do BNDES defende aumento da taxação das criptomoedas

Aloizio Mercadante defende a taxação de criptomoedas enviadas ao exterior como alternativa para compensar o recuo no aumento do IOF

Aloizio Mercadante BNDES fala em plenário

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, defende o aumento da taxação de criptomoedas enviadas ao exterior como alternativa para compensar o recuo no aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). O aumento do IOF foi determinado pelo  governo através de decreto, já revogado em parte, no mês passado.

Mercadante sugeriu o aumento do imposto sobre criptomoedas depois de propor, em uma reunião no BNDES, que o imposto sobre as bets também suba para diminuir o impacto do aumento do IOF. Está em discussão um aumento de 12% para 18% na alíquota. Para as criptomoedas, no entanto, Mercadante não avançou em um percentual. As informações da são Folha e O Globo.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, disse no início da semana que há a possibilidade de ser criado um imposto sobre transações com criptomoedas para que o governo recue do projeto de aumentar o IOF. Motta, no entanto, se mostrou cauteloso, ressaltando que a medida “mexe com economia”.

A criação de imposto sobre criptomoedas para aliviar o IOF também ganhou força quando o economista-chefe do Itaú, Mario Mesquita, defendeu que o governo crie impostos tanto sobre as bets quanto sobre as criptos, para compensar a medida do governo.

Questionado no mês passado sobre os novos tributos para criptomoedas, Mesquita afirmou que o ideal seria não haver impostos, mas reconheceu falta de isonomia no mercado financeiro. “O ideal seria não ter IOF, mas não faz sentido isentar o segmento cripto se os outros serão tributados”.