O deputado Ritchie Torres (D-NY) e outros 30 colegas da Câmara dos Representantes dos EUA, incluindo a ex-presidente da Câmara Nancy Pelosi (D-CA), estão se mobilizando para impedir que autoridades governamentais acessem mercados de previsão.
Na manhã de sexta-feira, os parlamentares apresentaram uma nova legislação, o Ato de Integridade Pública em Mercados de Previsão Financeira de 2026.
O projeto de lei impediria parlamentares e seus assessores de participarem de mercados de previsão. No contexto da proposta, isso incluiria todos os funcionários eleitos em nível federal, nomeados políticos e empregados da Câmara dos Representantes, do Senado e de outros órgãos do Poder Executivo.
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O texto argumenta que pessoas com acesso privilegiado em Washington, D.C., devem ser impedidas de participar desses mercados quando tiverem “informação relevante não pública” sobre o mercado ou a capacidade de influenciar seus resultados.
O termo é emprestado da legislação de valores mobiliários e serve para evitar que pessoas com informações privilegiadas sobre uma empresa negociem ativos financeiros. Mercados de previsão e as empresas que os oferecem, como Kalshi e Polymarket, até agora têm sido regulados exclusivamente pela Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC).
Aposta suspeita envolvendo prisão de Maduro
No início desta semana, a Polymarket foi alvo de críticas após um trader ganhar mais de US$ 400 mil ao apostar que o presidente venezuelano Nicolás Maduro seria removido do cargo antes do fim do mês. As críticas se concentraram no momento da aposta, feita poucas horas antes de forças especiais dos EUA prenderem Maduro.
“O canto mais corrupto de Washington, D.C. pode muito bem ser a interseção entre mercados de previsão e o governo federal — onde o uso de informações privilegiadas e o autoenriquecimento deixaram de ser riscos imaginados para se tornarem perigos demonstrados”, afirmou o deputado Torres, em comunicado. “Ignoramos essa corrupção escancarada por nossa conta e risco”.
Torres, Pelosi e seus colegas da Câmara não são os únicos a denunciar o que consideram previsões injustas feitas por pessoas com informações privilegiadas em Washington, D.C..
O senador Chris Murphy (D-CT) incluiu um trecho de uma recente coletiva de imprensa da Casa Branca em sua própria crítica à permissão para que autoridades eleitas apostem em mercados que podem influenciar diretamente.
O vídeo mostra os últimos 30 segundos de uma coletiva de imprensa da Casa Branca, com um cronômetro indicando que o evento terminou pouco antes de completar 1 hora e 5 minutos — o que gerou um grande lucro para quem apostou que a coletiva não atingiria 65 minutos.
“Quem se importa com a duração de uma coletiva de imprensa? Que idiota aposta nisso?”, escreveu ele no X. “Mas deveríamos nos preocupar com o fato de existirem mercados que dão incentivos para que pessoas com poder mudem resultados, para que elas ou conhecidos fiquem ricos com uma grande aposta. É insano permitirmos isso”.
* Traduzido e editado com autorização do Decrypt.
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