Polícia flagra furto de cabos usados para mineração ilegal de Bitcoin no DF

Caso ocorreu no Distrito Federal e Investigações indicam que a energia furtada alimentava estruturas de mineração de criptomoedas

máquinas de mineração de bitcoin

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A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou na quarta-feira (7) uma operação para apurar o furto de cabos de internet, telefonia e energia elétrica na zona rural de São Sebastião, no Núcleo Rural Cava de Baixo. Segundo as investigações, o material e a energia desviados eram utilizados para abastecer equipamentos de mineração de criptomoedas, atividade que demanda computadores em funcionamento contínuo e elevado consumo de eletricidade.

A ação foi conduzida pela 30ª Delegacia de Polícia, que identificou ligações clandestinas responsáveis por prejuízos à rede elétrica e pela interrupção ou degradação de serviços de telecomunicações na região. De acordo com a PCDF, a autoria imediata do crime já foi identificada, mas o principal suspeito segue foragido. As equipes policiais continuam em diligência para localizá-lo.

As investigações indicam que a energia furtada alimentava estruturas voltadas à mineração de criptoativos, prática que, quando realizada de forma irregular, costuma chamar a atenção das autoridades pelo impacto direto sobre a infraestrutura pública.

Embora a polícia não tenha detalhado a quantidade de equipamentos encontrados, fontes ligadas à investigação afirmam que o padrão de consumo observado é compatível com operações de mineração em larga escala, especialmente de ativos como o Bitcoin, cujo processo exige alto poder computacional.

Além do furto, a PCDF investiga a possível participação de outros envolvidos e a existência de um esquema mais amplo, com indícios de organização criminosa e lavagem de dinheiro relacionada à destinação dos recursos obtidos com a atividade ilegal. O objetivo é mapear tanto a cadeia de fornecimento da infraestrutura quanto a comercialização dos ativos produzidos a partir da energia desviada.

O local foi periciado pelo Instituto de Criminalística, que realizou levantamentos técnicos para subsidiar o inquérito. As investigações seguem em andamento, e novas fases da operação não estão descartadas, especialmente caso surjam elementos que apontem para uma estrutura criminosa mais complexa por trás da mineração clandestina na região.

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