O segmento de criptoativos segue em rápida expansão, e os jovens foram os que mais começaram a investir no setor em 2025. É o que revela a primeira edição do Raio-X do Investidor de Ativos Digitais, levantamento elaborado pelo MB | Mercado Bitcoin para traçar um panorama do mercado ao longo do ano.
Entre todas as faixas etárias que passaram a investir em criptoativos, os investidores de até 24 anos registraram o crescimento mais expressivo em número de participantes, com alta de 56% em relação ao ano anterior.
Durante o ano, os ativos de menor volatilidade, como Renda Fixa Digital e stablecoins (criptoativos atrelados a moedas fiduciárias, como o dólar), ganharam destaque e se tornaram as escolhas preferidas entre os novos investidores do setor. Além disso, a atenção também se voltou para a diversificação: houve um aumento de 18% no número de pessoas que aplicaram em mais de um criptoativo em comparação ao ano anterior.
Entre as criptomoedas mais negociadas, o primeiro lugar seguiu com o Bitcoin (BTC), mas o crescimento das stablecoins também foi destaque aqui, com o USDT assumindo o segundo posto. O top 5 foi completado pelos maiores ativos em valor de mercado, com Ethereum (ETH), Solana (SOL) e XRP.
Confira a lista de ativos mais negociados:
| Ativo | Ranking em 2025 | Ranking em 2024 |
| Bitcoin (BTC) | 1º | 1º |
| USDT | 2º | 4º |
| Ethereum (ETH) | 3º | 2º |
| Solana (SOL) | 4º | 3º |
| XRP | 5º | 5º |
O levantamento do MB, reconhecido como a plataforma de ativos digitais líder na América Latina, considerou dados de investidores brasileiros por meio da análise do comportamento e das operações dos usuários na plataforma.
Na visão de Fabrício Tota, VP de Negócios Cripto do MB, o interesse dos brasileiros por ativos digitais tem aumentado, ainda mais após momentos importantes ao longo do ano, como o anúncio da regulamentação cripto pelo Banco Central e o fato das stablecoins terem ultrapassado o volume de transações somado de Visa e Mastercard.
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“No MB, identificamos esse crescimento de demanda por investidores de todas as faixas etárias e perfis, não apenas os mais jovens, como também investidores institucionais e family offices. Além de apoiá-los com a tecnologia para as transações serem feitas de forma ágil e segura, temos o compromisso de tornar o universo cripto mais simples e integrado ao dia a dia dos investidores”, comenta.
Ao todo, o volume transacionado em cripto (bitcoin, altcoins e stablecoins) no ano avançou 43% em relação ao período anterior. O aporte médio dos investidores ficou em R$ 5.700, com as segundas-feiras concentrando tanto o maior número de investidores quanto o maior volume movimentado.
Na avaliação de Tota, esse comportamento reforça um movimento de maior planejamento financeiro, com os brasileiros aproveitando o início da semana para organizar a carteira e tomar decisões de investimento.
Stablecoins e ativos tokenizados lideram crescimento
As stablecoins foram a categoria que mais cresceu no ano, com volume mais que triplicado, enquanto os ativos tokenizados, como a renda fixa digital (RFD), registraram alta de 108%.
“Só em 2025, distribuímos R$ 1,8 bilhão em ativos de RFD, com a categoria entregando em média 132% do CDI no ano, muitas vezes com isenção de imposto de renda”, comenta Tota, indicando o potencial da vertente para 2026.
A moeda digital mais conhecida do mundo também não ficou para trás. O número de investidores comprando Bitcoin cresceu 14% frente a 2024, mostrando que, mesmo com sua atual dominância no mercado, o ativo continua a ampliar sua base. Além de o ativo seguir como a principal criptomoeda no ranking de mais negociadas ao longo de 2025, ele é seguido por USDT, Ethereum e Solana.
Stablecoins atraem investidores de renda média
O Raio-X do Investidor também mostrou que as faixas de renda intermediária tendem a priorizar diversificação e aporte em ativos menos voláteis, aumentando a alocação em stablecoins.
Nas faixas de renda entre R$ 9.696,01 e R$ 13.332 e entre R$ 16.968,01 e R$ 24.240, 86% do valor investido em criptoativos está aplicado em criptomoedas tradicionais e 12% em stablecoins, mostrando que essas faixas, apesar de menor dominância em cripto tradicionais, apresentam maior interesse por stablecoins.
Já na faixa de R$ 6.060,01 a R$ 9.696, apenas 5% do investimento vai para stablecoins e 92% permanece em criptomoedas tradicionais, possivelmente em busca de retornos mais elevados.
Em alta renda, caracterizada por pessoas com remuneração acima de R$ 24.240, o número de investidores cresceu 11% em relação ao ano anterior, enquanto o grupo de renda média, entre R$ 16.968,01 e R$ 24.240, registrou alta de 16%.
Sudeste e Sul lideram o volume negociado
No volume negociado, o Sudeste lidera com São Paulo e Rio de Janeiro em 1º e 2º lugar. O Paraná (Sul) aparece em 3º, seguido por Minas Gerais e Rio Grande do Sul, que completam o top 5. O Centro-Oeste entra com o Distrito Federal em 7º lugar do ranking geral, enquanto a Bahia representa o Nordeste em 9º. A região Norte só aparece na 16ª posição do ranking nacional, com o Acre.
O Raio-X do Investidor de Ativos Digitais em 2025 faz parte da estratégia do MB | Mercado Bitcoin de compreender cada vez mais a jornada e as necessidades dos investidores no Brasil, com o objetivo de oferecer soluções que agreguem valor e impulsionem a meta da plataforma de alcançar 25 milhões de clientes até 2030.
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